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Fim do DPVAT no Brasil levanta questão sobre acidentes automobilísticos

By 14:10

Apesar de uma longa dedicação para melhorar a segurança rodoviária, as numerosas iniciativas do Brasil se têm encontrado com um cumprimento insuficiente da lei. Novas leis mais rígidas e uma fiscalização ainda mais rigorosa, garantem um novo começo.

Mas o que ninguém fala é que o a não mais obrigatoriedade do DPVAT também pode acabar refletindo nesse aspecto, mesmo sendo que a maior parte das pessoas acidentadas se trata pelo SUS. Quem não paga o licenciamento 2020 também poderá entrar no alvo do Detran e acabar pagando o preço dos novos gastos que o departamento de trânsito vai acabar tendo, até mesmo em indenizações, a partir do ano de 2020.




Os dados demonstram que há 600 000 pessoas envolvidas a cada ano em acidentes de carro nas estradas do Brasil que vivem para contar. Outras 40 000 não correm com a mesma sorte. O Brasil, quinto lugar no mundo pelo número de habitantes, ocupa a mesma posição que a taxa anual de mortalidade por acidentes de trânsito, com 18 óbitos por 100 000 habitantes, segundo a OMS.

Em fevereiro de 2011, o Ministério da Justiça do Brasil, com a colaboração do Instituto Sangari, pôs em marcha um sistema de vigilância de acidentes automobilísticos, uma organização sem fins lucrativos. O sistema permitiu constatar que, entre 1998 e 2008, o número de mortes por acidentes de trânsito no país aumentou de 20% (de 31 000 39 000). Se não bastasse tudo isso, com esse aumento tão pronunciado, descobriram-se outras tendências mais alarmante, acima de tudo, um aumento do cuádruplo das mortes de ciclistas e mais do séptuplo de motociclistas até chegar a quase 9000 em 2008. As principais vítimas eram adolescentes.

Além do preço que se paga em sofrimento humano, incapacidade e morte, os acidentes automobilísticos lhe custa ao Brasil cerca de US$ 32 000 milhões ao ano, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

O dr. Otaliba Libânio, diretor do Departamento de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, diz que o elevado tributo que se cobram as lesões e as mortes causadas por acidentes de trânsito tem sido por muito tempo um motivo de grande preocupação e que, desde 2001, foram tomadas várias iniciativas federais, estaduais e municipais para mudar a situação.

Dois problemas fundamentais têm impedido o progresso nesta área: a aplicação insuficiente das leis em vigor e as atitudes arraigadas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas, em especial a condução sob os efeitos do álcool, mas isso pode estar mudando.

Os brasileiros são muito amigos da farra, e as bebidas alcoólicas —uma parte importante desta cultura festiva— são baratas e você ganha em todos os lugares, até mesmo em postos de gasolina (em estradas estaduais e municipais, e nas ruas urbanas, mas não nas rodovias federais). Nos últimos anos, algumas das cifras recorde de mortes e traumatismos por acidentes de trânsito ocorreram durante o famoso carnaval brasileiro.

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