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Porque o Whatsapp tem tanta fake news? Como identificar e não ser manipulado

By 21:58

Em todos nós chegou essa mensagem no grupo do Whatsapp familiar. Uma nova modalidade de roubo, um desastre iminente ou uma conspiração de algum partido político.

Mas agora, o aplicativo avisa quando uma mensagem é encaminhada, as redes são um veículo comum para a transmissão de notícias falsas (ou fake news). A popularidade do aplicativo, explicou à todos como uma notícia falsa consegue propagar com facilidade na internet.

De acordo com dados do portal Messenger People, 60% dos latino-americanos usam o Whatsapp para se comunicar, por cima de outras aplicações como o Facebook Messenger ou até mesmo mensagens de texto.

Os conteúdos falsos que se difundem através do Whatsapp podem ser textos, vídeos e até áudios. No entanto, Yépez, cujo meio se dedica ao checagem de informações, foi identificado que costumam tratar-se de mensagens pouco específicos que delimitam quando aconteceu ou vai acontecer o fato que se menciona. Desta forma, a mesma mensagem pode ser replicada em vários países.

Procuram, geralmente, criar "caos e desestabilização" e exacerban em "processos eleitorais e em situações de desastres naturais", disse a jornalista.



Quem mais têm usado as plataformas para envio de notícias falsas e desinformar são as agências governamentais e os partidos políticos de alguns países, de acordo com um estudo da Universidade de Oxford. O Projeto de Pesquisa de Propaganda Computacional descobriu que o Whatsapp foi a principal plataforma usada para a difusão de fake news no Brasil, Equador e México em 2017.

As redes sociais são "particularmente eficazes para alcançar um grande número de pessoas, enquanto e apontar para os indivíduos com mensagens personalizadas", explicam os pesquisadores. O Whatsapp é uma combinação perfeita entre ambas as coisas: permite encaminhar mensagens —embora de forma limitada—e é uma plataforma "muito íntima".

As mensagens chegam, geralmente, através de "pessoas que você conhece, quando você conhece alguém confia mais nele", disse Rinehart, que trabalhou no Comprova, um projeto de checagem de informações criado para as eleições presidenciais no Brasil no ano passado.

A diferença de Twitter ou Facebook, Whatsapp não funciona com um algoritmo que sugere conteúdos aos usuários. Não é uma rede social, mas uma aplicação de mensagens e as pessoas leem tudo o que lhes chega à plataforma. Também, disse Rinehart, o conteúdo vem fora de contexto —um vídeo ou uma foto sem texto—o que deixa muito espaço para a interpretação.

No México ou na Colômbia foram apresentados casos extremos em que as informações falsas divulgadas através do Whatsapp provocaram mortes por linchamento. Em novembro do ano passado, por exemplo, dois homens foram queimados vivos por uma multidão em San Vicente del Boquerón, Puebla, porque os habitantes pensavam que se tratavam de uns supostos seqüestradores de menores dos que se lhes havia avisado em uma cadeia de Whatsapp.

Além do limite para o encaminhamento de mensagens —agora a mesma mensagem, só é possível encaminhar cinco vezes—, o Whatsapp também decidiu marcar as mensagens encaminhadas para controlar a disseminação das fake news.

No entanto, estas regras não se aplicam a todos os países, o que faz com que se possam difundir conteúdos no Brasil, por exemplo, a partir de um telefone nos Estados Unidos. A aplicação precisa funcionar do mesmo modo na Índia, Estados Unidos, Brasil.

As tentativas de fake news pelo Whatsapp não respondem a uma "abordagem abrangente" contra as notícias falsas. "Não é uma estratégia macro que responda à educação de conteúdo na internet", disse a jornalista, "se não se somam a uma estratégia dos grandes meios de comunicação na internet pode ser isolado".

Quando se chega a uma solução por parte das plataformas, os meios de comunicação têm "a responsabilidade de educar" seus audiências sobre como se aproximar da informação na internet.

Em geral, as fake news, têm "imagens alteradas, estão mal escritas, contendo áudios trucados, erros de ortografia e fazem com ênfase em fatos improváveis".

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