Os Vingadores – The Avengers | Crítica
Filme diverte, mas não foge da cartilha Marvel de fazer cinema.
Por Renato Rocha - 27 de Abril de 2012
A cada nova peça de divulgação de Os Vingadores (The Avengers) ficava sempre o receio de que o filme fosse uma espécie de Homem de Ferro e seus amigos, já que o carisma de Robert Downey Jr. parecia engolir tudo e a todos, tanto nas imagens onde o ferroso invariavelmente era o destaque, quanto nas piadinhas exaustivamente repetidas nos vídeos promocionais.
O fato é que o diretor Joss Whedon espanta as desconfianças de quem achava que ele não saberia equilibrar toda a ação em um filme repleto de protagonistas. O equilíbrio está lá. A fogueira das vaidades em Os Vingadores só aparece quando os heróis surgem em cena apenas para mostrar o quanto cada um é mais badass que o outro, seja no confronto entre eles, seja no confronto com um inimigo em comum. Mas no geral, talvez até por exigência de contrato (ninguém quer desvalorizar o próprio produto), há um equilíbrio no sentido de dar aos personagens praticamente o mesmo tempo em cena. E diante de tanto equilíbrio, seria natural que o mais carismático se sobressaísse. Aí Downey Jr. sobra durante quase duas horas de filme. Dono das melhores tiradas (alguém achou que não fosse assim?), o megalomaníaco Tony Stark coloca o filme no bolso e seu protagonismo fica mais do que evidente à medida que o filme vai chegando ao final.
Talvez por isso esteja no humor o grande trunfo de Os Vingadores. Enquanto investe nas piadinhas de Stark e nas gags do Hulk (surpreendentemente engraçado) o roteiro (escrito também pelo próprio Whedon) funciona. Talvez como forma de amenizar e fazer soar divertida toda a verborragia e falta de ação que acomete cerca de dois terços do filme. No entanto, quando tenta se levar a sério demais acaba perdendo a força e as falhas são ressaltadas. Sequências como a discussão dos Vingadores (a câmera fica de cabeça para baixo para ilustrar que tudo está errado?), o subtexto criticando armas de destruição em massa e a morte de determinado personagem como catalisador da união acabam destoando. Sem contar o Hulk, “bomba relógio” quando convém, para logo em seguida revelar exatamente de que lado está.
O filme entrega o que um blockbuster de 220 milhões de dólares propõe. Efeitos bem feitos e um clímax realmente empolgante. A trama se baseia em uma invasão alienígena liderada por Loki (Tom Hiddleston) em busca de um poderoso artefato. Isso faz com que Nick Fury (Samuel L. Jackson) recrute as “criaturas perdidas” Homem de Ferro, Capitão América (Chris Evans), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). O Thor (Chris Hemsworth) não é recrutado, mas aparece mesmo assim. Juntos eles formam Os Vingadores, a última linha de defesa da terra.
Com tantos atores de apelo junto ao público interpretando personagens famosos, Os Vingadores, no fim das contas, é um filme que justifica mais o seu hype pela curiosidade em ver todos os figurões em cena, mas que não foge de seguir exatamente o mesmo padrão dos demais filmes da Marvel, tanto no aspecto visual, quanto no conteúdo. Esperar mais de um filme tão preocupado em não ter uma identidade pode ser um exercício frustrante, embora a diversão seja garantida por pelo menos uma estação.
OBS: tem uma cena extra durante os créditos.
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“Embora a diversão seja garantida por pelo menos uma estação.” ?
O problema é este, muitos críticam esse “modo Marvel” de fazer filmes, pois alegam que (não que seja o caso desta crítica) foge do padrão real, que passou a ser utilizado como referência desde o começo do Batman de Christopher Nolan.
Ninguém quer ver os Vingadores sentado em uma mesa redonda, filosofando sobre qual é o sentido deles no contexto universal… essa não é, não foi e NUNCA será a proposta principal de um filme deste porte, existe sim a história carismática, todos os pontinhos clichês e mimimi, mas as atuações foram ótimas, havia contexto e ótimas cenas com diálogos legais.
Vingadores faz aquilo que todos os fãs, desde os antigos, das HQ, quanto os novos, dos filmes, queriam ver, a razão pelo qual eles são chamados de OS MAIORES HERÓIS DA TERRA, e não uma história super complexa com pano de fundo social, nem desenvolvimentos banais ou questionamentos existências.
Resumindo, este filme, junto com suas futuras continuações, seram garantia de diversão por MUITO mais que apenas uma estação.
Isso faz sentido, Marcelo.
Mas como disse a Bia tb, não devemos nos ater aos detalhes, senão como explicar que alguns personagens sem super-poderes levam várias cacetadas e não quebram um ossinho sequer? Sequer sangram…hahahahaha
Eu também achei esquisito a mudança do Hulk descontrolado para o gente boa. Mas parece que o cetro do Loki, que instigou os vingadores naquela discussão generalizada, pode ter sido também o causador desse descontrole. Vi uns possíveis spoillers sobre isso, mas o cetro( ou parte dele) deve voltar para o próximo filme.
O motivo foi este mesmo.
O Hulk não é apenas uma fera destruidora de cidades, ele também tem uma personalidade (inclusive ele é um ser aparte, e não um “Banner alterado”. Ele sofre destas constantes emocionais, mas eles estava influenciado pelo Loki na parte do porta aviões.
pra mim o homem de ferro fica em evidência sim, e isso é mostrado na cena em que ele é o responsável direto por fechar o portal, tds ficam olhando pro céu ansiosos por sua volta, torcendo para que estivesse vivo. em todo filme de herói tem o momento em que não se sabe se ele sobreviverá ou não às ameaças e o escolhido para protagonizar esse momento nos vingadores foi o homem de ferro. tb fica óvio que o hulk é o segundo mais evidenciado (tlvz por quererem promovê-lo já que os outros filmes dele são uma bosta?), principalmente por ser ele a trazer o stark à terra firme.
não achei o filme essa coca-cola toda, e o hulk continua sendo um personagem mal construído. dentre as inúmeras falhas de construção, não fica claro por ex pq na primeira cena em que se transforma em hulk ele fica descontrolado a ponto de quebrar a “enterprise” toda e atacando seus colegas, como a natasha, não se lembrar de nada qnd volta ao normal e na segunda cena em que se transforma ele já tem uma noção lógica de quem deve atacar ou não. então ele já consegue assumir lados? mas não tinha conseguido fazê-lo há 20 min atrás…é uma besta fera só quando quer? se bruce banner pode escolher qnd virar animal ou não então ele não tem lá um lado animal tão grande assim né? e toda a primeira cena perde todo o sentido…
enfim, um bom filme de entretenimento para quem gosta de cenas de ação mas não se atém muito a detalhes.
O Filme esta muito bom, melhoraram os personagens, o Hulk então nem se fala.
O roteiro do filme está exelente, as histórias bem casadas, não trocaram os personagens, muito ação e pouca conversa. Gostei dos efeitos especiais, dos conflitos e da dinamica dos personagens na batalha.
Tem tudo para ser o filme do Ano….
Gostei da sua crítica. Achei melhor do que da Omelete.
eu concordo, filme bem feito pelo dinheiro gasto nele, interessante por ter todos juntos, mas frustante no aspecto seriedade. Começa prometendo algo grande, mas termina uma piada só perdendo seu potencial de aventura nas partes das lutas, algo que o filme do thor valorizou, principalmente na batalha com os gigantes de gelo que foi explendido. Vingadores, na minha opinial, deixou muito a desejar, pois valorizou demais o homem de ferro e o hulk fazendo o loki se tornar um lixo que o hulk sozinho detona, que porra o capitao america e se rende pro homem de ferro. Ficou assim, o filme do homem de ferro e seus amigos, participaçao especial Hulk. Hulk over power, vence loki e o cubo sozinho,´só o que faltou. Poderia ser engraçado , ter piadas, mas nao ser uma piada só em tudo. Bom, eu fiquei frustrado, pra mim seria o filme do seculo, mas espero muito mais de thor 2 e do super homem que promentem serem os tops. Super homem porque pelo que temos visto promete ser sinistro e thor 2 pelos contratados e por ser o 2 onde se pode ter mais ação e menos contar de historia.
O filme prova que e possivel colocar trocentos personagens num filme…desde q haja um roteiro q preste dando sustanca a cada um deles. Felizmente Whedon (q vem dessa funcao nas HQs) foi competente ao saber dosar bem isso, dando espaco a cada um deles. E claro q os mais talentosos desse balaio destoam mais q outros. Os efeitos sao pouco criativos e nada inventivos. O climax da batalha final realmetne e bem generica, coisa ja vista em Transformers 3. Mas ate ali o publico ja foi brindado com uma guerra bem mais interessante, traduzida num embate de egos entre os personagens q ja vale por si o ingresso. E essas sao as diferencas que um bom roteiro sabe fazer, independente de qq orcamento astronomico.
A crítica do Omelete ta bem melhor.
sem duvida…embora eu nao ache o filme excelente…ta acima da media. Mas pro Renato ele sempre vai ser regular, q foi o q deu a entender..