Noel Gallagher no Brasil
Shows em SP e RJ, com direito a “balada” com Noel Gallagher em Copacabana.
Por Karina Branco - 8 de Maio de 2012
Esse é um post onde minha vontade é começar a história pelo fim, onde tudo que aconteceu foi incrivelmente-incrível. Mas claro que não vou fazer isso e vou começar do início mesmo. O Deus Noel Gallagher veio para São Paulo (Espaço das Américas) no dia 2 de maio e se apresentou no dia seguinte, 3, no Rio de Janeiro (Vivo Rio). E sim, eu fui nos dois.
Em São Paulo eu fiquei desde cedo na fila e pude conferir o show pendurada na grade (foto) com meus amigos (que fiz por causa do Oasis, claro).

Eles são de Porto Alegre e nos conhecemos na porta do hotel esperando pelo Liam ano passado, quando a Beady Eye veio haha. São eles: Letícia e Leonardo Radaelli, Camila Salvá e Jéssica Kosczepa.
O “véio” anda soltinho, interagiu super com o público que, animado, levou vários cartazes para chamar a atenção dele. Um deles, e o que ele mais gostou (o próprio postou isso em seu blog), era o do meu amigo Leo, que levantou depois de Dream On (quando o Noel sempre para para dar boa noite para galera). O cartaz dele tinha o seguinte recado: “Noel, I’m pregnant by you”. Ao ler ele perguntou se seria menino ou menina e meu amigo respondeu “menino”. Noel disse “ah, um menino? Já escolheu o nome?” haha. Vídeo. E sim, eu e meus amigos estamos gritando “Liam” quando ele perguntou se ele tinha escolhido o nome, loucos pra tomar um troll de Deus, hahah.
O engraçado é que conforme as coisas foram acontecendo a gente comentava um com o outro “não precisamos de mais nada, estamos satisfeitos”. Foi quando na minha música favorita do novo CD, Noel olhou para onde eu estava na grade. Aproveitei e dei um tchau sorrindo para ele. Ele cantou o refrão olhando pra mim e depois sorriu (1:45 a 2:02, quando ele olha pra sua direita), o que quase provocou minha morte.
Além disso, foi lindo escutar os gritos ecoando durante todo o show, principalmente no bis que tinha além da b-side da carreira solo Let The Lord Shine a Light On Me (épica e tocada pela primeira vez em sampa), Whatever, Little by Little (onde eu quase me joguei no palco) e a clássica, o hino Don’t Look Back in Anger. Cantar com os braços abertos e com todas as forças… Lindo. Nós saímos do show e tentamos correr para o hotel onde ele estava, mas foi sem sucesso, ele já tinha subido quando chegamos.
Depois de passar a madrugada em um McDonald’s 24hrs e em Congonhas esperando dar 5h da manhã para pegar ônibus para Guarulhos, eu estava exausta. Cheguei no Rio 8h30 da manhã e tinha planos de dormir para ir atrás dele com todo mundo de tarde. Eis que, ao chegarmos em casa, lemos o post dele sobre o show em São Paulo e de como ele amou o cartaz do Leo. A empolgação foi tanta que nos arrumamos e fomos para o hotel esperar por ele. Por volta de 17h, o segurança dele saiu e falou que o Noel ia falar com todo mundo ali, que era para fazermos uma fila e esperarmos por ele. Ele iria autografar o que cada um quisesse, mas apenas uma coisa, e não iria tirar foto com ninguém porque não ia dar tempo.
Foi maravilhoso ter visto ele ali aquela hora, porque me preparou para o que veio mais tarde. Eu entreguei para ele a capa do meu (What’s The Story) Morning Glory?, mas fui boba… Primeira vez vendo o cara, não estava nem pensando ali na hora haha. Ele viu o autógrafo do Liam na capa, e percebeu que embaixo do Morning Glory tinha a capa do álbum solo dele. Sim, ele trocou e autografou só o solo. Haha. Eu falei um “filho da puta!” revoltado e ri, ele olhou para mim e sorriu. Temcomonãoamar? Ele autografou o cartaz do Leo rindo, falou com meus amigos todos. A Camila disse pra ele “I just wanna say thank you for giving meaning for my life” e, como um lord inglês, ele olhou pra ela e respondeu “Awn! It’s a fucking pleasure! You’re welcome”. Chorai, irmãos.
Mais tarde era o show do Rio, que foi épico. Eu não tinha estrutura física de ficar na grade ou no meio ou na turma do gargarejo. Aliás, eu estava sem estrutura física alguma. Sem voz alguma desde São Paulo, minha garganta doía, mas mesmo assim cantei. Cantei e dancei (what a life!!!), curti de olhos fechados e abraçada nos meus amigos, aqueles que fiz por causa da música. Tirei fotos com minha mãe que ficaram ótimas, como a que está logo abaixo. Foi maravilhoso. O público cativou o Noel com várias homenagens, e uma delas foi cantar com todas as forças Rockin’ Chair na volta dele no bis. O véio fcou batendo palma e sorrindo pra galera, foi lindo demais. E sim, a foto é desse momento. :)

E claro que nós íamos tentar de novo falar com ele. Para conseguir aquela foto pra gente guardar pra vida. Porque por mais que você conheça, tem que ter a foto. Só para que depois você possa olhar pra ela e acreditar que aquilo tudo realmente aconteceu. E é assim que estou desde essa madrugada de quinta pra sexta.
Agora vem a recompensa de todo meu cansaço… O pós-show no Rio. Dessa vez, com reforços no time do Fernando Biscaia, da Andréa Faria e da Joy.
Chegamos no hotel e ficamos esperando por ele. 1h da manhã e nada. Alguns dos meus amigos morrendo de cansaço querendo desistir falando (mais uma vez!! haha) “Já conseguimos o suficiente, ele já deve até ter entrado por outra porta e deve estar dormindo rindo da gente”. Eu concordando na cabeça, mas sem me pronunciar… Então surge uma van. Como o Noel foi para o Vivo Rio de carro, eu nem me levantei do chão. De repente, a galera começa a gritar “Noel!!”. Ele entra dentro do hotel e a primeira coisa que pensei foi “fudeu, ele nos trollou”. Cansaço e desespero total. Quando olho no segundo seguinte para dentro do hotel vejo o Noel correndo. Saltitando. (!!!).
Minutos depois, ele sai do hotel. E aí começa… Ficamos em volta dele e eu consegui chegar perto. Minha primeira reação idiota foi pedir foto. E digo reação idiota porque eu tinha coisas mais legais pra falar pra ele, mas na hora você trava, não adianta. Ele olhou pra mim e disse “nooooo, noooo” fazendo bico. Sério. Foi quando me veio o impulso e pedi um abraço. Ele me olhou e disse “yeees, come here!” me. puxando. para. o abraço. Foi quando eu saí de perto de tudo e fiquei voltando a cena. Nesse tempo vi que Camila e Jéssica também conseguiram seus abraços. Do nada, nós vimos ele saindo da galera e andando pela rua. Noel Gallagher foi andando pela rua com o segurança até um bar perto do hotel. Sério.
Esperei meus amigos voltarem de onde estava vendendo água etc e fomos pra lá. Ao chegar lá dou de cara com o Noel saindo de lá de dentro com uma Heineken numa mão e cigarro na outra. Haha, mito. Ele foi para a mesa que estava o pessoal dele e ficou lá rindo e conversando com a galera. De repente, ele sai de lá e vai até nós. Ficou nos olhando e eu pedi para ele tirar uma foto com todo mundo. Ele aceitou na hora e o resultado foram as seguintes fotos:
(BALADS com Deus. Vou fazer poster delas e espalhar pela minha casa inteira. Ah!, a Isabela Barros está com a gente na primeira foto também! Ela me mandou a foto do abraço, inclusive – que está logo abaixo)
Depois dessas fotos, saímos do bar e fomos para o lado de fora. Mais uma vez “Não precisamos de mais nada nessa vida”. Então acontece. O Noel sai do bar para fumar e fica justamente onde estamos. Ficou conversando com uma galera e se virou pra mim. Sem reação, obviamente a primeira coisa que pensei foi em pedir algo que eu queria muito para ele, mas dessa vez não foi foto, nem precisava de foto mais, já tinha aquela da ~balads~. Pedi pra ele escrever no meu bloquinho “What’s the story?”, e vou resumir em diálogo aqui:
- Write “what’s the story” for me, please *entrega o bloquinho*
*Ele autografa*
- No!! “What’s the story“, write “what’s the story” for me, please, I wanna do a tattoo.
- No, nooo *fazendo bico*
- Why not? Don’t you like the CD? (tensa com a trollada de mais cedo hahah)
- No, I love the cd! I love!
- So why don’t you wanna write for me?
- I can’t spell it . *risos*
Então eu ri e fiz cara de cachorro. E ele riu pra mim.
Então falei:
- You still own me something.
- No I don’t. *e me abraça*
*fico em estado de choque encarando ele e ele me abraça de novo*
Então meu amigo Fernando nos chama, grita “Noel, Karina!“, e quando a gente olha ele tira foto (ao lado). Só tive tempo de sorrir e o ouvir o Noel fazendo a careta. Falei pra ele que ia dar outro abraço pra agradecer, e ele manda um “ok, come!“. Então eu abracei, dei um beijo na bochecha dele e disse “thank you for everything“. Ele sorriu e foi falar com outros fãs (foto deste momento logo abaixo). Logo depois, minha amiga Joy pede para ele autografar o ingresso dela. O que ele faz? Coloca o cigarro na boca e pede para ela segurar a cerveja dele! Haha, vocês podem imaginar isso?
Fotos abaixo desses momentos no bar e de quando conversei com ele :)) E sim, me cortei em algumas para poupar vocês dos sustos, hehe.
A única pergunta que a gente se faz agora, é: como viver depois disso tudo? Haha. Foi a noite mais surreal da minha vida, com toda certeza. E a de todos os meus amigos também, muito provavelmente. Vimos, conversamos, ganhamos autógrafos e em alguns casos abraçamos o cara que escreveu a maior parte das músicas-hino da banda que mudou nossas vidas. A música tem o poder realmente incrível de unir as pessoas. Tantas amizades… Ela, por vezes, fica até como segundo plano. E como nós brincamos… “o que um Gallagher uniu, ninguém separa”.
Até a volta do Noel… Ou do Liam. E, um dia, do Oasis. :)
Live Forever,
Cheers!
















Fantástico, não fui pro hotel por que pensei que teriam tantos luagres bacanas pro Noel ir no Rio que jamais ele iria direto pro hotel, muito menos pro Balconi, Parabéns para todos vcs…
valeu! heheh eu imaginei que ele fosse sair também, ainda mais que ele estava demorando a chegar. pensei até que ele tinha ido direto, mas não tinha jeito ia ficar lá até ele chegar haha, estava determinada.
first of all, ouvi a palavra do Senhor (a.k.a. “nossa, que homem é esse!!!” para as íntimas noviças rebeldes) ao vivo. como se já não fosse bom o suficiente, teve mais: quase passei mal logo depois do show com tanta energia surreal do Noel + público; tive o privilégio de compartilhar tudo isso com A pessoa que me levou pro caminho da luz (quem, quem?); conheci e reencontrei os fãs de Oasis mais legais do mundo (MALZAÊ, mas não tem pra ninguém, tri afudê) e… segurei a heineken de Deus. meus netos (que vão se chamar Galla e Gher) saberão.
sobre a dpNDG (depressão pós Noel Deus Gallagher): i can’t spell it. obrigada, K!
ps: enough with the god related jokes. promise.
O “I can’t spell it” vai ficar guardado pra sempre em nossas memórias… Aaiii, meus guris! ♥
principalmente na minha, troll desgraçado. hahaha.
Ai meu deus! Muito muito muito muito lindo. Acho que se ele me abraçasse eu iria desabar na hora, bem nos braços dele só pra molhar aquela jaqueta que ele nunca tira. Esse autógrafo do bloquinho é o que tu me mostrou? Bjs Kah!
Eu quase desabei! Hahahaha!! É esse mesmo, Nath =)
Kah, ficou a coisa mais linda do mundo a nossa história com Deus! E a Vanessa é uma podre mesmo! Xonha. :)
Parabéns pelo PRIMEIRO (e melhor) relato sobre os dois shows do Noel no Brasil, Xonha!
Xonha !!! HAHAHAHA