Grey’s Anatomy S08E01 – S08E02 – Free Falling/She’s Gone | Review

Muito amor por Grey’s Anatomy. Algumas pessoas já sabem disso, outras não, mas eu não posso mais abandonar Grey’s Anatomy. [...]

Por Luiz Soares - 25 de Setembro de 2011

Muito amor por Grey’s Anatomy.

Algumas pessoas já sabem disso, outras não, mas eu não posso mais abandonar Grey’s Anatomy. Eu tentei, mas não dá. Eu não posso mais deixar de acompanhar o povo do Seattle Grace se pegando ou enfrentando a nova tragédia da semana. A série já é um vicio mais forte do que eu e, portanto, só torço para que a tia Shonda não resolva prolongá-lo por muito mais tempo (se Grey’s acabar antes de uma décima temporada, eu ficarei satisfeito).

Pois bem, Grey’s Anatomy voltou com disparada a sua melhor premiere, desenvolvendo os ganchos que havia deixado na finale da temporada passada. Agora a maioria dos personagens possui suas tramas e todas (todas mesmo) são interessantes, a começar por Meredith. Aliás, primeiramente cabe dizer como é maravilhoso o crescimento da personagem durante todos esses anos. Nas primeiras temporadas, ela era uma das personagens mais chatas, sendo a interna que todos os homens queriam pegar, vivendo à sombra da mãe e tendo diversos traumas relativos aos seus pais. Agora ela é uma protagonista segura e interessante, ainda que se veja aqui e ali a mesma mulher emocionalmente retraída e que toma algumas ações impulsivas (mas isto não é mais o que a define, felizmente). Dá gosto acompanhá-la agora assim e por isso que foi angustiante o momento em que ela tem que arcar com as conseqüências e é demitida pelo Chief na premiere e, no segundo episodio, quando perde a guarda de Zola. O plano final do episódio, com Alex tentando consolá-la, foi belíssimo e corajoso por não apelar para uma cena em que Meredith chorava. Ao invés disso, Grey’s conseguiu um efeito quase agridoce, ao mostrar que a amizade dos dois ainda é forte.

Alex, por sua vez, agora é o paria do Seattle Grace por ter delatado Meredith e embora pudéssemos odiá-lo na temporada passada, o arrependimento dele aqui soou sincero (a atuação de Justin Chambers foi ótima neste episódio, podíamos sentir a culpa o remoendo por dentro), assim como sua eventual reconciliação com Cristina e Meredith. Na realidade, tudo que ocorreu aqui me pareceu sincero (ou se não quase tudo) e contribuiu muito para o drama e angustia. O Chief se sacrificando pela Meredith, da mesma forma que ela se sacrificou pela esposa dele foi uma sacada inesperada e excelente. Cristina prosseguindo com o aborto também foi algo inesperado (personagens de séries fazem de tudo pra conseguir um bebê, mas não pra se livrar de um), porém condizente com a personagem competitiva e obcecada com a sua vida profissional que conhecemos desde a primeira temporada. Mesmo Owen mudando de opinião me pareceu convincente depois daquele discurso impactante de Meredith, utilizando a si mesma como prova da má mãe que Cristina poderia ser. Aliás, até os personagens novos conseguiram momentos bacanas, como April tentando conquistar o respeito dos outros e a Teddy preocupada com seu marido.

É tão bom ver uma série em seu oitavo ano entregando dois episódios tão bons como estes e espero que seja um sinal de que Grey’s Anatomy irá caprichar em sua última temporada com Meredith Grey.

MÚSICAS TOCADAS NOS DOIS EPISODIOS:

Watching You Watch Him – Eric Hutchinson (a música completa não foi lançada ainda)

Gold – Delay Trees

Box of Stones – Benjamin Francis Leftwich

Bite Your Lip – New Cassettes

Jungle – Emma Louise

Atlas Hands – Benjamin Francis Leftwich

Thinking About You – Big Scary

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